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Naufrágios na Bahia e no Pará causam revolta nos sobreviventes e familiares
Naufrágios acabaram em tragédia no Brasil.
Carlos Cavalcante Salvador - BA
Postada em 07/09/2017 ás 13h24 - atualizada em 07/09/2017 ás 13h31
Naufrágios na Bahia e no Pará causam revolta nos sobreviventes e familiares

Naufrágios na Bahia e no Pará

Em agosto, dois naufrágios acabaram em tragédia no Brasil. Na Bahia, uma lancha virou na travessia Mar Grande - Salvador. No Pará, uma embarcação naufragou no rio Xingu. Quarenta e duas pessoas morreram no total. Os sobreviventes relatam histórias impressionantes e destacam a negligência das autoridades.


 No dia 24 de agosto, a lancha Cavalo Marinho 1 foi virada por uma grande onda, arrastada pela força do mar por 500 metros e tombada em um recife. A tragédia deixou 19 mortos e 89 e feridos. Uma menina de 12 anos ainda está desaparecida. Bento Vinagre, estudante de psicologia, mora na Ilha de Itaparica e estuda em Salvador.


Ele já fez a travessia diversas vezes com a embarcação Cavalo Marinho 1. “Nunca houve instruções pra gente saber como lidar em situação de acidente. Como a gente vai ficar tranquilo sabendo que quem vai fazer a perícia dessa lancha é a mesma pessoa que a periciou antes e liberou o funcionamento de uma lancha nessa condição?”, questiona. No dia do acidente, a estudante Eduarda Radmila pegou a lancha para ir para a faculdade.


Ela estuda história em Salvador: “Aquela lancha estava muito pequena pra quantidade de pessoas que embarcou. E o mar também não estava contribuindo, estava agitado. Foi de uma vez só, a gente não percebeu que a lancha ia virar não. A onda veio, entrou e a lancha virou de lado. Disseram que a lancha virou porque a maioria das pessoas estavam de um lado da embarcação. Isso tudo é mentira, qualquer pessoa que estava lá pode desmentir isso”.


Para se salvar, Eduarda teve a ajuda de Suel Silva Dias, engenheiro de pesca. A secretária Rosângela Rufino, que machucou o pé na hora do naufrágio, está inconformada: “Quem tá envolvido em deixar a lancha rodando no estado que estava, é brincar com a vida da gente. Aqui não é caixa, não é mercadoria. É vida humana. Eles não podem fazer isso”.


A população relata muita demora para a chegada do socorro. O contador Jorge Teixeira também é um sobrevivente: “O socorro foi feito pelo pessoal da ilha. A Capitania dos Portos não resgatou ninguém. Eles chegaram depois, pra recolher os corpos”.


Tragédia no Pará
Em agosto, aconteceram três naufrágios no Pará. Um deles foi no dia 22 de agosto na cidade de Porto de Moz, com um barco que saiu de Santarém com destino a Vitória do Xingu. Vinte e três pessoas morreram e 29 sobreviveram. Como chovia muito naquela noite, lonas foram colocadas para cobrir a embarcação.


Mas na hora que o barco virou, sair dele se tornou muito difícil, pois as lonas estavam presas por cordas. “Eu ia desistir, deixar a água me afundar e me matar, por causa de tantos gritos que eu ouvia”, relata o sobrevivente Hernando de Azevedo. O barco estava com os documentos em dia, mas tinha um destino final diferente do informado às autoridades.


 Além disso, levava carga irregular, com um carro. A polícia ainda investiga o caso, mas Alcimar da Silva, dono da embarcação, já foi indiciado por colocar a vida das pessoas em risco. O trajeto que a embarcação faria dura dois dias. O código que regula o transporte fluvial exige que esse trajeto seja feito com seis tripulantes a bordo. Para economizar, o dono do barco contratou apenas quatro tripulantes.

FONTE: Infosaj
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